125 ANOS BOMBEIROS DE FAMALICÃO

BOMBEIRO VOLUNTÁRIOS DE FAMALICÃO

2015 Vida por vida / Design, Produção, Montagem

Um incêndio de grandes proporções na madrugada de 4 de março de 1890, numa das ruas centrais de Vila Nova de Famalicão, esteve na génese da fundação da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Famalicão. Sem meios para controlar a situação e perante o risco iminente das chamas se propagarem a outros quarteirões da vila, as autoridades municipais decidiram acionar o pedido de socorro às corporações de bombeiros do Porto, Braga e Barcelos. Com o regresso da vila à normalidade do dia-a-dia depois do insólito acontecimento, um grupo de cento e três homens propôs-se avançar com o projeto de formação de uma corporação de bombeiros voluntários. Em menos de dois meses estavam lançados os alicerces da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Famalicão. Aos Estatutos, aprovados em maio, seguiu-se, no mês seguinte, a eleição dos Corpos Sociais e do Comando da Corporação. No segundo semestre de 1890, assistiu-se à compra de um edifício, no Campo da Feira, para servir de sede e de quartel, ao mesmo tempo que era ministrada instrução aos homens do corpo ativo.
A História dos 125 anos dos Bombeiros Voluntários de Famalicão, feita a partir da entrega, do entusiasmo e do esforço de sucessivas gerações, apresenta-se pontuada por momentos marcantes que, para além de dignificarem a instituição, constituem também motivo de orgulho para os famalicenses. No período da Monarquia Constitucional, o rei D. Carlos agraciou a Associação com o título de Real, por meio de Carta Régia, passada no Paço de Vila Viçosa, em 17 de dezembro de 1903, e, já em pleno regime republicano, o Presidente da República, Óscar Carmona, conferiu à novel instituição o Grau de Oficial da Ordem Militar de Cristo (1933) e o Grau de Comendador da Ordem de Benemerência (1940). Quando se completaram 100 anos sobre a data da fundação da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Famalicão, foi a vez do Presidente da República, Mário Soares, lhe conferir o título de Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique (1990).
As efemérides dos 25, 50, 75 e 100 anos de existência, assinaladas em clima de jubilosa confraternização, foram também ocasião para relembrar tempos passados e a memória de todos aqueles que, no desempenho das suas funções, contribuíram para o engrandecimento da corporação. As imagens dos Comandantes e dos Corpos Ativos, dos desfiles pelas ruas, sempre muito concorridos e aplaudidos pela população, dos carros de combate a incêndio, inicialmente movidos por força humana ou por tração animal, e das festividades vividas na esfera privada da instituição ou abertas à participação da comunidade, transportam, quem as observa, para esses cenários, alguns, infelizmente, já desaparecidos. Cenários passíveis de serem recriados e de ganharem vida própria, através da leitura dos inúmeros documentos (livros de atas, diplomas, regulamentos, folhetos, correspondência e ofícios, recortes de imprensa, etc.), reunidos no acervo dos Bombeiros Voluntários de Famalicão e atualmente depositado no Arquivo Municipal Alberto Sampaio.
A exposição “Bombeiros Voluntários de Famalicão 125 Anos de Solidariedade”, é muito mais do que a história de uma das instituições mais antigas da cidade. É a história de um punhado de homens e de mulheres que lhe deram vida e a serviram, animados pelo espírito de missão com que se empenharam na salvaguarda das populações e dos seus haveres enquanto “soldados da paz”!

Emília Nóvoa Faria

 

 

 

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